atlante a écrit :En 2003 selon la FAO 16.7 millions de personnes souffraient de la faim au Brésil. je ne suis pas certain que cela soit déjà réduit à 0 depuis ...meme avec le prg faim 0 de Lula ...
Cela a effectivement reculé semble il si on écoute le discours officiel ....
mais maintenant il y a un autre problème ... l'obésité... cela paraît une blague ...mais pourtant ... En tout cas, quand l'étude de l'IBGE était sortie..Lula n’était pas très content lui qui avait basé une partie de son discours politique sur le programme Fome Zero ... et on vient lui dire qu'il faut mettre les Brésiliens au régime :-)
Moyennant quoi ..il reste extraordinaire que des gens meurent de faim ici alors que ce pays à une capacité de production alimentaire qui lui permettrait de nourrir 2 ou 3 fois sa population ..
De toute façon, la dénutrition comme son contraire sont des fleaux contre lesquels il faut lutter ..
http://noticias.terra.com.br/ciencia/in … 06,00.html
Brasil
Quinta, 16 de dezembro de 2004, 10h34 Atualizada às 11h33
Obesidade é risco maior que desnutrição no Brasil
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada hoje mostra que o excesso de peso e a obesidade são um risco muito maior à saúde da população brasileira do que a desnutrição. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003, 40% dos adultos apresentam excesso de peso e, neste grupo, 11,1% enfrentam a obesidade. Em contrapartida, apenas 4% dos brasileiros têm déficit de peso.
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Brasileiro gasta R$ 304,12 com alimentação
Em relação às pesquisas anteriores do IBGE - em 1974-1975 e 1989 -, a sondagem divulgada hoje mostrou que a desnutrição vem declinando, tanto entre mulheres quanto entre homens, principalmente nas décadas de 1970 e 1980, quando a redução é de cerca de 50%. Já o excesso de peso e a obesidade fazem caminho inverso. Entre a população masculina, o excesso de peso duplica entre a pesquisa de 1974 e a de agora e a obesidade triplica. Entre as mulheres, ambos aumentam cerca de 50% durante as duas primeiras pesquisas e depois se estabilizam até a atual.
O excesso de peso tende a aumentar com a idade, principalmente entre os homens, e se acentua na faixa de 25 a 64 anos. O problema vem aumentando intensamente nas últimas três décadas. Somente no ano passado, o percentual de gordinhos duplicou (de 18,6% para 41%), enquanto o de obesos triplicou, passando de 2,8% para 8,8%.
Até 1989, os percentuais de excesso de peso e obesidade entre homens eram bastante inferiores aos observados para as mulheres, mas em 2003 estes percentuais praticamente se igualaram. Já o excesso de peso e a obesidade entre as mulheres cresceram 50% entre 1974 e 1989 e mantiveram-se estáveis entre 1989 e 2003.
O estudo mostra que, no geral, o brasileiro não está exposto à desnutrição, mas mulheres de baixa renda têm uma leve tendência a apresentar peso abaixo do normal. O déficit de peso é mais presente entre as mulheres - 5,2% da população feminina contra 2,8% da masculina. A porcentagem de mulheres com déficit de peso é mais expressiva na faixa etária abaixo de 30 anos, o que pode evidenciar distúrbios alimentares, mas também o processo de crescimento e de expansão da massa corporal.
O déficit de peso é maior na população de menor renda, ao contrário do excesso de peso e da obesidade, que aumentam entre as classes mais altas. O déficit de peso atinge 4,5% da população que recebe até meio salário mínimo, contra 1,3% da que ganha mais de 5 salários. A obesidade afeta, respectivamente, 2,7 e 13,5%. O valor do salário mínimo usado foi de R$ 200, vigente em 15 de janeiro de 2003, data de referência da pesquisa.
O IBGE ouviu pessoas com 20 anos ou mais de famílias das áreas urbanas e rurais de todo o País entre julho de 2002 e junho de 2003. Os dados são baseados no Índice de Massa Corporal (IMC), calculado pelo peso em quilos divido pela altura em metros ao quadrado. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um IMC abaixo de 18,5 indica déficit de peso; igual ou acima de 25 aponta excesso de peso e igual ou acima de 30 mostra obesidade.
Redação Terra