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#1 2014-04-09 17:06:40

manuel788
Membre

Ce que france Football pense du brésil,en gros que des mauvaiseschoses

A internet é uma ótima ferramenta para quem quer se informar. No entanto, impressiona também a facilidade que a rede tem para propagar inverdades. Um caso notável disso vem sendo espalhado pelo Facebook nas últimas semanas. A página ‘Isso é Brasil’ publicou um post que virou hit, com mais de 80 mil compartilhamentos: ‘Revista Francesa resume o Brasil em todos os sentidos’. O texto cita a reportagem de capa da revista France Football de 28 de janeiro, ‘Brésil, peur sur le Mondial’ – ‘Brasil, medo sobre o Mundial’, em tradução livre. Mas o post do Facebook passa muito longe do conteúdo publicado pelos franceses.

Não, a France Football não diz que “o que menos se vê na preparação da Copa é Ordem ou Progresso”, nem compara o número de vencedores do Prêmio Nobel do país com o dos vizinhos sul-americanos e muito menos tem a foto de garotas do BBB de topless. A matéria assinada por Éric Champel, Éric Frosio e François Verdenet faz, sim, uma análise crítica e profunda da situação do Brasil às vésperas da Copa do Mundo. Mas se prende nisso. Chega até mesmo relacionar a insatisfação pelos investimentos na Copa, em detrimento de outros setores de necessidades básicas, como o principal motivador dos protestos na Copa das Confederações de 2013. Contudo, passa longe da maioria das críticas do texto do Facebook, em especial da abertura e da conclusão.

Pode até ser que algumas ‘informações extras’ publicadas no post sejam corretas. Porém, não dá para confiar, já que há vários erros crassos facilmente notados. E também nem dá para colocá-los como responsabilidade da France Football. Nas próximas linhas, comparamos o conteúdo do post e da reportagem, tópico por tópico. E também apresentamos muitas informações relevantes apresentadas pela revista francesa, que tornariam realmente rico o conteúdo compartilhado nas redes sociais.

Confrontos

O que o texto do Facebook fala
Pela primeira vez o Brasil teve um movimento de manifestação, reprimido pelo governo; há os Black Blocks ameaçando revidar a violência do governo; os brasileiros pedem para os estrangeiros não virem ao Brasil; o governo gastou € 400 milhões em compras de armas e está disposto a colocar o exército na rua contra o próprio povo; há o Bom Senso FC; o Brasil matou mais do que qualquer outro país-sede dentro dos estádios nos 16 anos anteriores à Copa – 234 vítimas, no total.

O que o texto da France Football fala
De fato, a revista fala sobre as manifestações e também sobre a violência nos episódios, mas sem juízo de valor. Ao invés dos Black Blocks, os franceses apresentam a Mídia Ninja. A matéria também aponta para o investimento do governo em segurança, € 266 milhões de uma maneira geral, e € 16,7 milhões em armas não letais, mas sem aludir em momento algum ao uso do exército. Inclui o Bom Senso FC entre os movimentos reivindicatórios surgidos no Brasil durante os últimos meses. E realmente soma 234 vítimas do futebol no Brasil, mas em conflitos gerais relacionados ao esporte, como as brigas de torcidas, não apenas dentro dos estádios, e ocorridos nos últimos 26 anos – sem mencionar nenhuma vez mortes em outros países.



Obras

O que o texto do Facebook fala
O Brasil foi o país que teve mais tempo na história de todos os mundiais para prepará-lo, mas é também o mais atrasado; Jérôme Valcke criticou o Brasil; França e África do Sul foram mais rápidos nas obras; ainda falta 15% das obras para serem construídas; os preços dos estádios no Brasil são exorbitantes; tudo é financiado com recursos públicos; os trabalhadores recebem salário de fome; as empreiteiras ganham muito e há corrupção para os políticos; não há segurança nas obras; os estádios são ruins; o Engenhão não durou seis anos e custou mais do que o Vélodrome; na França, os estádios são multiuso, o que não acontece no Brasil; em São Paulo, preferiram construir um estádio sem metrô por perto ao invés de reformar os existentes; Lula se empenhou para que o Itaquerão fosse construído; Lula tem relações próximas com a Odebrecht; e Itaquerão é ruim.

O que a France Football fala
É um dos pontos mais criticados pela revista. E mais deturpados pelo post do Facebook. A reportagem fala que o Brasil teve mais tempo para preparar a Copa e é o mais atrasado, mas apenas durante a gestão de Blatter. E também relata as críticas de Jêróme Valcke. Embora os franceses apontem os atrasos nas obras e o uso de dinheiro público, não são específicos sobre a porcentagem de conclusão e nem comparam seus preços com os de outros estádios – como o citado Vélodrome que, na verdade, foi construído em 1937 e só reformado desde então. Muito menos fazem juízo de valor sobre a qualidade das arenas brasileiras ou dizem que não serão multiuso. Sobre o Itaquerão, a matéria realmente envolve Lula e cita o desprezo pelo Morumbi, que custaria duas vezes menos. E, mesmo chamando o estádio de Lulão, não insinua corrupção do ex-presidente.

Em compensação, há vários trechos incisivos da France Football que o texto do Facebook ignora. No próprio parágrafo sobre o Itaquerão, a revista critica a legislação brasileira, que dá brechas a grandes construtoras tirarem vantagem de arranjos governamentais – “como elas também são as principais financiadoras dos partidos políticos e de suas campanhas, quase todo mundo encontra sua conta. Exceto o contribuinte”. Logo na abertura do texto, há a analogia entre os € 11 bilhões gastos com os estádios e os € 12,8 milhões investidos pelo governo em 2013 na educação. Também relacionam a pressa para a conclusão das obras com as mortes de quatro operários ocorridas em Brasília, Manaus e São Paulo. E há um erro pontual, ao dizer que Curitiba corre o risco de contar com um elefante branco, ao lado de Manaus e Brasília – uma confusão provavelmente feita com Cuiabá.

Transportes

O que o texto do Facebook fala
O trem-bala prometido por Dilma Rousseff ligando quatro cidades não foi construído porque o dinheiro desapareceu, após um orçamento exorbitante; nenhuma cidade-sede tem metrô até o aeroporto; os taxis são caríssimos e os taxistas enganam turistas; as prostitutas aprendem inglês em um programa público, não contemplado a outros profissionais; metrôs e ônibus são precários; ônibus são incendiados em protestos; o aeroporto de São Paulo tem capacidade inferior ao de Orly, interior da França (que, na verdade, fica na região metropolitana e é um dos principais aeroportos do país); os preços das passagens dispararam; alugar carros é caríssimo; o trânsito é uma selvageria; as estradas estão caindo aos pedaços; a gasolina é uma das mais caras do mundo; não existe transporte fluvial e nem por trens.

O que a France Football fala
A revista realmente cita a questão do TGV, mas apenas que não saiu do papel e que ligaria São Paulo e Rio de Janeiro (e não Belo Horizonte e Brasília, como o texto do Facebook erroneamente aponta). Assim como o aumento abusivo das passagens de avião é abordado, mas não com os números apresentados no Facebook. A matéria também evidencia a inquietação de Valcke com o atraso nas obras de infraestrutura. Afirma que o VLT de Brasília teve suas obras suspensas por corrupção. E que a maioria dos aeroportos tem problemas em suas reformas – Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Cuiabá e Rio de Janeiro. Não há qualquer citação sobre um programa do governo de ensino de língua estrangeira para prostitutas, que, aliás, não existe.

Saúde

O que o texto do Facebook fala
Reze para não ter problemas de saúde enquanto estiver ali; vacina contra febre amarela é recomendada; use repelentes; faça seguro de saúde privado; hospitais públicos são péssimos; número de leitos caiu; o Brasil precisa importar médicos de Cuba; o investimento em saúde é três vezes menor do que em funcionalismo público; Brasil é o 72º na OMS; e cita frases de Zidane e Ronaldo – o primeiro dizendo que o Brasil deveria se preocupar com a saúde e o segundo, que a Copa não se faz com hospitais.

O que a France Football fala
Nada.

Hospedagem

O que o texto do Facebook fala
O Brasil tem péssimos números em turismo; os preços dos hotéis são abusivos em São Paulo; os brasileiros não tem o hábito de intercambiar casas; e o Brasil lucrou muito com as mudanças constantes no sistema de tomadas.

O que a France Football fala
Nada.

Telecomunicações

O que o texto do Facebook fala
O minuto de celular no Brasil é o mais caro do mundo; o sinal é péssimo; o 4G não existe; e a internet é ruim, com investimentos menores que os do Iraque.

O que a France Football fala
Nada.



Segurança

O que o texto do Facebook fala
O Brasil tem mais assassinatos que vários países em guerra e regiões do mundo bem mais populosas; que todo brasileiro conhece alguém que foi assassinado; que 1% dos casos resultam em prisão; que as cadeias não recuperam os encarcerados; os sequestros relâmpago são frequentes; não se pode andar com objetos de valor pelas ruas; não é recomendável andar pelas ruas depois das 22h; existe grande quantidade de moedas falsas; policiais são monoglotas; existem falsas blitz para assaltar as pessoas.

O que a France Football fala
A revista não menciona episódios de violência na sociedade em geral e nem mesmo fala sobre assassinatos. Os franceses se atêm mais à questão dentro dos estádios, contando o episódio da Arena Joinville e pensando se esse problema existirá também na Copa do Mundo – para eles, o preço dos ingressos terá um efeito dissuasivo. E a matéria também discute como as forças especiais montadas pelo governo lidarão com a segurança das multidões, em especial nos arredores dos estádios e nas Fan Fests da Fifa – há mesmo uma preocupação internacional sobre o tema, incluindo cobranças da ONU sobre a violência contra as manifestações de junho.

E sobre o que mais a matéria da France Football fala?

CBF

A revista não deixa passar batido os desmandos de Ricardo Teixeira à frente da CBF. Os franceses expõem a liberdade excessiva que o cartola teve para modificar os estatutos e acumular poderes, buscando um trampolim político para sua eleição à presidência da Fifa. Também lista as acusações contra o dirigente: os casos de propina da ISL e a apropriação de dinheiro público no amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008. A reportagem também indica os laços de amizade de Teixeira com Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, que em 2007 trabalhou justamente na elaboração da candidatura do Brasil como sede da Copa.

Clima

Sim, a France Football também tratou de assuntos estritamente ligados às partidas. E demonstraram maior preocupação em relação à temperatura nos estádios durante a Copa. Meia página é dedicada apenas para discutir o tema. “Ao modificar os horários de sete partidas no dia seguinte ao sorteio, a Fifa explicitamente reconheceu um dos principais problemas da próxima Copa do Mundo: as condições climáticas, e mais particularmente o calor, em certas cidades da competição”, escrevem. A reportagem relata os cuidados da Fifa em relação à questão e também apresenta o parecer médico sobre os problemas físicos podem ocorrer durante o Mundial.



A entrevista com Joseph Blatter

Sim, o manda-chuva da Fifa aceitou conversar com a France Football sobre o Mundial. E, como era de se esperar de uma fonte oficial, Blatter garante que “nunca esteve tão convencido que a vigésima Copa do Mundo será formidável”. O presidente admitiu sua inquietude quanto aos atrasos nas obras, mas ressaltou o compromisso do governo em seus encontros com Dilma. Sua resposta mais interessante fala sobre a cólera social que aconteceu na Copa das Confederações: “Foi um movimento espontâneo que não teve propósito e nem cabeça. Além do mais, eu creio que as coisas evoluíram. Você sabe, o futebol é como as batatas, ele é bom para todos. Talvez alguns se utilizem da plataforma do Mundial para se fazer ouvir. Mas, assim que a competição começar e a seleção se lançar à conquista da sexta estrela, eu não creio que haverá uma vontade de fazer mal ao futebol. O futebol estará lá para reunir as pessoas e construir pontes”. De uma ingenuidade (ou uma cara de pau) impressionante.

A entrevista com Mauricio Murad

O bate-papo com o sociólogo, autor do livro ‘A violência no futebol’, é talvez o ponto da reportagem que deixe as críticas mais evidentes – mas sempre nas palavras do entrevistado.  Murad é bastante enfático ao analisar a falta de legado ao povo brasileiro, a corrupção, o uso de dinheiro público nos estádios e o atraso nas obras – todos motivos apontados como indutores dos protestos populares que aconteceram durante a Copa das Confederações e que, segundo ele, têm grandes chances de acontecer novamente durante a Copa do Mundo.

“O que é que se passará depois do mês de junho? As pessoas não terão visto nada. Elas não serão beneficiadas em nenhuma melhoria do cotidiano. O país não fez nada e a Copa do Mundo não deixará nenhuma herança. O governo prometeu, mas não teve palavra. Há atrasos em todos os níveis. E não falamos apenas dos estádios, mas dos aeroportos, dos transportes. Onde estão os projetos sociais? Onde está a herança?”, responde Murad. “O dinheiro público que é gasto supostamente era para ser usado para melhorar a saúde, a educação. É um absurdo. Essa situação social explosiva vai gerar novamente as manifestações”.

Murad também afirma que uma grande campanha da seleção brasileira na Copa pode reduzir a força das manifestações. E que também talvez sirva de artifício político nas eleições de outubro: “O governo está muito inquieto, já que é um ano eleitoral e a economia não é tão florescente. A inflação aumenta, a produção e o consumo estão em baixa. A situação não é favorável. Dilma Rousseff faria bom proveito de uma boa campanha da Seleção para limitar o impacto da conjuntura atual”. Por fim, o sociólogo também demonstra sua preocupação com a falta de preparo da polícia para lidar com grandes multidões e que, independente do belo espetáculo no futebol, a Copa não lhe traz otimismo, especialmente ao que concerne aos transportes, à segurança pública e ao possível aumento da violência.

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#2 2014-04-09 19:20:18

guarana-saoluis
Moderateur

Re : Ce que france Football pense du brésil,en gros que des mauvaiseschoses

Ce n'est pas la premiere fois .. que des conneries sont divulguées sur les reseaux sociaux ...ça fait des années ..que des paniques sont provoquées que ce soit sur les 'Rolezinhos', les inventions de l'homme EBOLA , H1N1 , Les conflits dans les pays de l'est ..voisins du roi poutine etc...ont en est pas a une pret ..

J'ai lu recemment  fake ou pas ??? que l'ouverture de la coupe du monde sera realisé par un type handicapé donnant un shoot dans un ballon a l'aide d'un Hexosquelette relié a la moelle epiniere et au cerveau ...coup de la chose pour le shoot :30,000,000 de reais ... sauf que ..l'invention n'est pas bresilienne n'invente rien d'ailleurs et surtout pas l'eau chaude ....

mais que le povo soit heureux la skoll , brahma , nova skin , antartica ..coulera a flot ... avec ses 83 % d'impots ... et ça va encore augmenter ..idem les  IPI pour les TV  .

slt

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#3 2014-04-09 20:49:45

Jaganda
Membre

Re : Ce que france Football pense du brésil,en gros que des mauvaiseschoses

Hexosquelette   hahaha.... j´espère que les brésiliens vont donner de l´importance a cet evenement Hexosquelette en première mondiale    en allant au match  en chaussettes avec les tongs  ...

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#4 2014-04-09 22:19:49

Indysantista
Membre

Re : Ce que france Football pense du brésil,en gros que des mauvaiseschoses

Acredito que sem hexo pinto, vale nada de nada... não sera um shoot show da bola.

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#5 2014-04-09 23:16:18

guarana-saoluis
Moderateur

Re : Ce que france Football pense du brésil,en gros que des mauvaiseschoses

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#6 2014-04-27 20:19:44

manuel788
Membre

Re : Ce que france Football pense du brésil,en gros que des mauvaiseschoses

Pauvre platoche,il voudrait que les bresiliens fassent montrer que le brésil c est merveilleux,qu il n y a aucun problème.

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#7 2014-04-28 00:41:33

Indysantista
Membre

Re : Ce que france Football pense du brésil,en gros que des mauvaiseschoses

Bah quand chez les verts, il etait voile et vapeur,

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